
A Ministra da Educação, Maritza Rosabal, afirmou, quarta-feira, 08 de novembro, na abertura do Fórum Nacional da Educação, que decorre de 08 a 10 do corrente, que “proclamar que o setor educativo é de importância estratégica para o país é uma evidência, uma verdade que todos compartilhamos”, tendo, ainda, considerado a educação um desígnio nacional desde os primeiros momentos da nação independente.

Para a Ministra, prova disto é que já no fim do seculo XX, Cabo Verde já tinha atingido as metas mundiais fixadas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, no ano 2000, nomeadamente a universalidade da educação básica e a paridade de género, tanto no nível básico como no nível secundário.
“Venceu-se a batalha contra o analfabetismo, o atraso, e os preconceitos. Criaram-se instituições com capacidade para produzir cultura e ciência em sintonia com os objetivos de desenvolvimento”, sublinha Maritza Rosabal, lembrando que a primeira década do seculo XXI, foi marcada por uma forte expansão do ensino superior e pela criação do ensino universitário público.
“Contudo, neste panorama de êxito, elementos menos positivos se fazem notar – referimo-nos ao facto da taxa de matricula no ensino secundário permanecer ainda abaixo das taxas de outros países de rendimento médio, da não observância de melhoria nas taxas de permanência nesse nível de ensino, assim como na falta de sintonia entre a formação e o mercado de trabalho. Estas situações colocam-se nos sucessivos estudos e diagnósticos e como hipóteses explicativas estão os baixos níveis de aprendizagem e a persistência de práticas educativas inadequadas”.
Por isso, é convicção da Ministra que o confronto de ideias e práticas consubstanciadas no Fórum Nacional da Educação, irão gerar novas contribuições sobre o sector educativo com a finalidade de o aprofundar e enriquecer, de completar e fortalecer as medidas estratégicas enunciadas na Carta de Politica Educativa e propostas no Plano Estratégico do Sector da Educação 2017-2021, numa perspetiva mais ampla no horizonte 2030.
“Nada é mais importante do que uma ideia de futuro, do que uma visão de longo prazo. É nesta visão que encontramos a criatividade e a força indispensáveis no percurso que temos de fazer”, disse.
Tudo isto, indica a governante, coloca o país perante grandes desafios, “tanto para o presente como para o futuro, no mundo global em que vivemos marcado pelas rápidas mudanças tecnológicas e climáticas que nos surpreendem”.
É neste contexto complexo e com alguma imprevisibilidade que Maritza Rosabal instiga a todos, no sentido de procurar caminhos e soluções que, por um lado, possibilitem reverter constrangimentos e, por outro, acrescentem eficiência e eficácia ao sector.
Em suma – sublinha a Ministra da Educação - impõe-se desenvolver um sistema educativo integrado no conceito de economia do conhecimento que, da base ao topo, oriente os jovens para um domínio proficiente das línguas, do humanismo, das ciências e das tecnologias.
“São muitos os futuros possíveis, mas todos convergem na construção de um perfil de cidadãos e cidadãs, aberto ao mundo”, salienta a titular da pasta da Educação, afirmando que, tudo isto sem perder de vista que a educação, no modelo de desenvolvimento humano sustentável, é um fator essencial de inclusão, de coesão social, e um paradigma para se atingir a equidade, pelo que tem de ser para todos e todas sem deixar ninguém para trás.
Referindo-se que é preciso abrir o sistema educativo a novas ideias, às mudanças que se impõem para tornar a economia cabo-verdiana competitiva, produtora de bens e serviços transacionáveis nas áreas de economia do mar, dos serviços financeiros, do turismo e de prestação de serviços especializados diversos, ou seja uma economia capaz de reduzir a pobreza, as vulnerabilidades e assegurar a sustentabilidade, Maritza Rosabal diz que se impõem mudanças profundas no sistema educativo – do pré-escolar ao universitário – de modo a proporcionar ao país o capital humano adequado às necessidades de desenvolvimento.
“É nesse sentido que temos orientado toda a ação governativa no sector da educação, sem esquecer nunca que é necessário zelar pelo bem-estar de toda a comunidade educativa, pelas pessoas”.
Este fórum, indica, pretende ser um dos campos que alimenta e retroalimenta o sistema. “Ele não é uma atividade pontual, e a sua ação não se esgota neste espaço. Continuará ativo virtualmente e irá desdobrar-se em novos espaços presenciais como este, tendo em vista não só a partilha ou recolha de subsídios, mas também a construção participada de conhecimentos e a necessária avaliação do processo”.
Maritza Rosabal agradeceu a participação de todos e desejou que as reflexões e os contributos virados para a ação que saírem deste evento abram novos caminhos, constituam uma verdadeira mais valia em prol da qualidade do sistema educativo e da construção de um desenvolvimento sustentável do país.
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