Ganhos de Cabo Verde no sector educativo apresentados na XIII Assembleia Geral da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI)

A Ministra da Educação, Maritza Rosabal, foi convidada para proferir uma comunicação no seminário sobre “Reformas Educativas em curso nos países ibero-americanos”, no âmbito da XIII Assembleia Geral da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), que decorreu no México.

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A tutelar da pasta da Educação começou por falar do contexto geográfico, histórico e social de Cabo Verde, passando depois para os momentos marcantes e as conquistas do arquipélago na área da Educação, desde a independência, em 1975, até à atualidade.

 

“Tivemos oportunidade também de apresentar quem é Cabo Verde, onde estamos situados, definir um bocadinho a história do nosso país, dizer qual é o percurso educativo desde 1975 até este momento, realçando sobretudo os grandes ganhos, por exemplo, na eliminação do analfabetismo, na universalização do acesso ao ensino básico e a situação que temos no ensino secundário e a criação da universidade. Numa segunda parte, apresentamos quais são as medidas estratégicas que estão em curso para melhorar a qualidade do nosso sistema educativo”, afirmou a governante.

 

Mais pormenorizadamente, Maritza Rosabal falou da universalização do acesso ao pré-escolar, da melhoria da qualidade do ensino básico, com o seu alargamento e as medidas que têm sido implementadas no que diz respeito às metodologias de abordagem da língua portuguesa como língua estrangeira no 1º ano de escolaridade e no processo de alfabetização da criança, a introdução das línguas estrangeiras inglês e francês e ainda a integração das tecnologias no processo educativo.

 

“Também referimos, por exemplo, ao alargamento do leque linguístico para o ensino secundário, o que fizemos com a introdução do Mandarim e os esforços que estamos a desenvolver para introduzir também o espanhol. Falamos também do ensino superior, o fato de sermos um país jovem e termos um ensino superior que tem quarenta anos de existência, praticamente já no próximo ano, e ainda tudo o que temos de fazer para melhorar a qualidade.”

 

A par com Cabo Verde, as Filipinas, a Guiné Equatorial, Moçambique, Timor Leste e Belize são os países que pretendem também entrar para esta organização como estados membros. Enquanto o processo de adesão não arranca, Maritza Rosabal vê o convite para participar neste encontro como um passo importante.

 

“A adesão de Cabo Verde à OEI é um processo que se pode desencadear perfeitamente, mas é um processo diplomático, que envolve uma série de elementos e nós agora veremos como vamos caminhar neste sentido. O convite para participar como país observador já é um “chapéu” que permite desencadear este processo de adesão, sendo que o país tem de solicitar e ver outras questões logísticas que envolvem este tipo de processos.”

 

A Ministra da Educação afirmou, ainda, que a deslocação para o México foi uma experiência enriquecedora, de aprendizagem e troca de experiências, representando a OEI um manancial de recursos e oportunidades para o nosso país.

 

Fonte: Rádio Educativa